Recolha de biorresíduos alargada a todo o concelho de Cascais

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A Expansão da Recolha de Biorresíduos em Sacos Óticos insere-se numa estratégia de gestão dos resíduos urbanos em Cascais

O município de Cascais vai expandir a recolha de biorresíduos em sacos óticos a todo o seu território. O anúncio, feito em comunicado, alarga a iniciativa piloto que estava a ser testada desde 2018 com o propósito preparar o concelho para a obrigatoriedade da recolha seletivas ou separação e reciclagem na origem dos resíduos orgânicos, que chega em finais de 2023.

Assim, a partir de setembro, os munícipes de Cascais vão receber em casa um contentor de sete litros, um rolo de sacos verdes e informação sobre o que são os biorresíduos e o que podem colocar neste saco verde, que deve, depois, ser fechado e colocado no contentor dos resíduos urbanos indiferenciados.

Depois de recolhidos pelos camiões da Cascais Ambiente, empresa responsável pela gestão de resíduos no concelho, os sacos serão encaminhados para a Tratolixo, entidade que faz o tratamento em alta, onde, na central de triagem e de tratamento, um separador ótico vai futuramente separar os sacos verdes contendo os biorresíduos dos restantes. Depois disso, os biorresíduos seguem para valorização energética.

“A recolha de biorresíduos em sacos ópticos provou ser uma forma eficaz de separação e valorização dos restos de comida, com um baixo impacto financeiro nas operações de recolha,” afirma Luís Almeida Capão, presidente do Conselho de Administração da Cascais Ambiente, indicando “os custos reduzidos para a operação, através da optimização das rotas de recolha já existentes”.

A Expansão da Recolha de Biorresíduos em Sacos Óticos insere-se numa estratégia de gestão dos resíduos urbanos em Cascais pensada para alcançar a meta de preparação para reutilização e reciclagem de 60% em 2030.

Recorde-se que a Directiva Europeia 2018/851 estabelece o ano de 2023 como meta para a concretização da recolha selectiva ou separação e reciclagem na origem de biorresíduos na União Europeia, pelo que cada vez mais municípios e outras entidades procuram implementar sistemas capazes de responder ao desafio da recolha e separação de resíduos.