Município com recolha de resíduos orgânicos em todo o território

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Recolha de biorresíduos em todo o concelho de Cascais

O Município de Cascais incluiu mais 30 ruas no projeto de recolha de resíduos orgânicos, tornando-se assim no primeiro concelho do país a implementar esta recolha em todo o seu território. a autarquia antecipa, desta forma, a obrigatoriedade da recolha dos resíduos orgânicos que irá entrar em vigor, a partir de 31 de dezembro de 2023, em todo o território nacional.

Com a expansão de território que começou em outubro passado, os munícipes de Cascais recebem em casa um contentor de 7 litros, um rolo de sacos verdes e informação sobre o que são os biorresíduos.

Os restos de comida, as sobras da preparação das refeições e os alimentos degradados passam a ser colocados neste saco verde. Depois, basta fechar o saco e colocá-lo no mesmo contentor onde se coloca o lixo comum. Recolhidos pelos habituais camiões da Cascais Ambiente, os sacos são levados para a Tratolixo onde, através de um separador ótico, os biorresíduos são separados e reaproveitados para a produção de energia.

A expansão da recolha de biorresíduos em sacos óticos insere-se numa estratégia de gestão dos resíduos urbanos em Cascais pensada para alcançar a meta de preparação para reutilização e reciclagem de 60% em 2030.

Sem contentores especiais, nem camiões dedicados para esta recolha, a emissão de gases de efeito estufa não crescem, não aumenta a contentorização na rua, nem as necessidades de lavagem, o que representa uma poupança de água, acrescenta a entidade.

O comportamento dos munícipes também muda com a adoção do novo sistema de recolha de biorresíduos: nas zonas já abrangidas pelo projeto verificou-se um aumento da taxa de reciclagem (incluindo papel, plástico, vidro e biorresíduos), que passou de 12 para 40%, o que demonstra, segundo a Cascais Ambiente, que “a separação de biorresíduos ajuda os munícipes a construir uma maior consciência sobre os resíduos que produzem e a adotar comportamentos mais amigos do ambiente”.