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Criança ia retirar tumor benigno na face, mas acaba operada a hérnia inguinal

Uma criança, de apenas 7 anos de idade, foi erradamente operada a uma hérnia inguinal, quando deveria ter tirado um tumor benigno da face.

O caso remonta a Setembro de 2023, mas só agora foram concluídas as investigações.

Tudo aconteceu no Hospital Narciso Ferreira, da Santa Casa da Misericórdia de Riba D’Ave, quando uma criança entrou no bloco operatório para fazer uma “neoplasia benigna da face” e foi submetida a uma “laparoscopia” às costas, segundo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

Na altura, havia um acordo entre o Hospital de Braga e a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Riba D’Ave, para esta última realizar cirurgias pediátricas, em regime de ambulatório, a doentes encaminhados pela entidade de saúde da cidade dos arcebispos.

A ERS conclui assim que os procedimentos de segurança cirúrgica “não foram corretamente observados” pelos profissionais ao serviço das duas entidades de saúde anteriormente referidas.

A mesma fonte adianta que antes da anestesia a criança não foi identificada, o número de utente não foi verificado e o procedimento previsto também não, pois nas informações dadas aos médicos pelo Hospital Narciso Ferreira, a criança estava identificada para dois procedimentos cirúrgicos diferentes – hérnia inguinal e neoplasia da face.

Outro procedimento que não foi feito, foi a identificação da segurança cirúrgica, que tem de ser devidamente preenchida pela enfermeira circulante, enfermeira assistente e anestesista.

A ERS conclui assim que, “ponderada as falhas verificadas em diferentes momentos críticos do ato cirúrgico”, não foram devidamente seguidas as normas e boas práticas emitidas pela Direção-Geral da Saúde.

A mesma entidade pede às instituições de saúde em causa que assegurem procedimentos de verificação de qualidade e segurança cirúrgicas, com confirmação rigorosa dos utentes, com base não apenas no nome, mas também noutros dados, como a data de nascimento, o endereço ou o número de utente.

Estas práticas devem ser feitas por toda a equipa cirúrgica imediatamente antes da primeira incisão na pele, acrescentando que deveriam correr auditorias internas regulares, de forma a avaliar os procedimentos de verificação da qualidade e segurança cirúrgicas existentes.

O Hospital de Braga abriu um inquérito na altura dós acontecimentos, mas só 1 ano e meio depois (Março 2025) concluiu que as “falhas ou aterão ocorrido na recolha de informação pré-operatória ba prestação de consentimento informado ou antes da incisão respetiva, sendo que se concluiu pelo arquivamento dos autos de inquérito”

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