O pequeno Cravinho de Tavira escreveu História em Lisboa. Destino, coincidência ou poesia da História, que por vezes escreve as mais belas realidades, que nem a fantasia consegue imaginar.
No silêncio da noite da Ditadura –
A coragem começou uma aventura.
Movimento das Forças Armadas –
Coluna Militar – secreta nas estradas.
De Santarém para o Terreiro do Paço.
Entre triunfo e fatalidade decisivo passo.
Confiantes na rádio duas senhas lançaram.
Para sempre – na memória ficaram.
Coluna Militar vosso Fado
Capitães de Abril –
Vossas vidas com coragem arriscaram.
Em nome da Pátria lutaram.
Jovens não olharam à idade.
A Portugal ofereceram a liberdade.
Coluna do Cravo Encarnado.
“E depois do Adeus” começou a História.
“Grândola Vila Morena” cantou vitória.
De madrugada a Lisboa chegaram.
Com armas e coração rezaram.
Pararam ao sinal encarnado.
Porém, já tinham muito caminho andado.
Lenço Branco contra a guerra elegeu.
Decisão de vida à ordem desobedeceu.
No glorioso 25 de Abril aconteceu.
A Revolução dos Cravos nasceu.
Na esfera da verdade o recordar:
Saudade das vidas, que se perderam a lutar.
Capitães de Abril –
À Nação consagraram vitória.
Para Portugal e o mundo – escreveram História!
Cavaleiros, Heróis e Guardiães –
Espingarda com Cravo,
para sempre Nossos Capitães.
25 de Abril de 1974,
Revolução dos Cravos
