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Diagnóstico de PHDA: psicólogos alertam para rigor na infância

Uma reflexão necessária sobre a saúde psicológica infantil

No passado dia 3 de julho de 2026, o Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, acolheu a tertúlia “PHDA em debate: olhar clínico e educativo”, uma iniciativa promovida pela Delegação Regional do Sul da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP). O encontro, integrado na iniciativa “OPP + Próxima”, reuniu especialistas para discutir a necessidade de diagnósticos rigorosos e de intervenções precoces, visando o bem-estar e a integração das crianças no seu percurso escolar e pessoal.

Evitar os riscos do sobrediagnóstico e do subdiagnóstico

Durante o evento, moderado por Dinis Catronas, Vogal da Delegação Regional do Sul da OPP, a psicóloga Rita Antunes, especialista na área clínica, alertou para o perigo de diagnósticos precipitados. “A PHDA continua a ser subdiagnosticada, mas também corremos o risco do sobrediagnóstico. Nem todas as crianças agitadas têm PHDA e nem todas as crianças com PHDA são agitadas”, sublinhou, enfatizando a importância de avaliar a intensidade, a frequência, a duração e o impacto real dos comportamentos na vida quotidiana da criança.

A importância dos serviços de apoio e da articulação comunitária

Para o psicólogo escolar Luís Tavares, a intervenção rápida é essencial para travar experiências de insucesso acumulado. No entanto, o especialista reforçou que qualquer avaliação deve ser precedida de uma articulação com a equipa educativa e os restantes profissionais. Os peritos concordaram que a eficácia da intervenção reside na estruturação dos ambientes e das rotinas, exigindo uma forte parceria entre os serviços de psicologia, as escolas e as famílias para garantir o pleno desenvolvimento das crianças.

O impacto dos ecrãs e a dinâmica familiar

O debate abordou também o papel das novas tecnologias. Segundo Rita Antunes, a evidência científica não demonstra que a utilização de ecrãs provoque PHDA, embora estes possam exacerbar sintomas já existentes. Os especialistas concluíram que, mais do que focar em elementos externos, a atenção deve centrar-se na estabilização dos ambientes familiares e no reforço do suporte institucional oferecido às crianças.

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