A Doença Venosa Crónica (DVC)
As pessoas que sofrem de DVC procuram ajuda médica não só pela preocupação estética, mas
Conselhos que fazem a diferença
Por exemplo, sabe-se que as alterações no trânsito intestinal (obstipação) e o excesso de peso aumentam a pressão sanguínea venosa nos membros inferiores. Desta forma, a pessoa deve privilegiar uma alimentação rica em fibras, manter uma boa hidratação e reduzir a ingestão de gorduras saturadas. A prática de exercício físico deve ser regular, como ginástica, natação, ciclismo ou dança, pois estimula a contração muscular e melhora o retorno venoso.
Com os dias mais quentes, é normal que surjam novas rotinas. Contudo, a exposição solar prolongada, os banhos quentes, a sauna e o vestuário quente devem ser evitados. Nos períodos de maior calor, a pessoa deve permanecer em locais frescos e, quando possível, passar as pernas por água fria para estimular a circulação venosa e aliviar, ao mesmo tempo, a dor e a sensação de pernas pesadas.
O calçado utilizado é extremamente importante, pelo que o salto deve ter entre 3 a 4 cm. A utilização de roupa muito apertada comprime as veias e dificulta a circulação venosa e os sapatos de salto alto e planos não devem ser utilizados.
É importante que as pessoas executem, diariamente,
A contraceção oral e o período da gravidez também potenciam o agravamento da doença venosa crónica. Por isso, as grávidas podem adotar as medidas referidas
Confirmar o diagnóstico com o médico
A DVC é uma condição que afeta o sistema nervoso das pernas, com forte impacto na qualidade de vida, podendo levar a um quadro de dor crónica e incapacitante. Como principais sintomas referidos podemos nomear a dor, prurido, calor, edema, sensação de “pernas pesadas”, fadiga e/ou pernas inquietas. Desta forma, se apresentar alguma queixa deve consultar o seu médico.
A idade avançada, os antecedentes familiares e o sexo são fatores de risco não modificáveis para o desenvolvimento da doença venosa crónica. Como fatores de risco modificáveis encontramos: alterações no trânsito intestinal (obstipação) e excesso de peso, atividade física de alto impacto para os membros inferiores (ténis ou basquetebol), exposição ao calor, utilização de roupa apertada e de sapatos de salto alto ou de sola plana. Menos falada, a atividade laboral, em que a pessoa permanece muitas horas de pé ou sentada, também é um fator de risco pelo que é aconselhada a realização de movimentos circulares com os pés e realizar caminhadas após o seu horário de trabalho.
Rita Santos – Enfermeira nas Farmácias Holon
