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Tem um carro elétrico? Poderá ter de pagar para ajudar a manter as estradas

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AMT admite novo modelo de financiamento das estradas que poderá abranger os veículos elétricos. A proposta ainda não está aprovada.

Quem tem um carro elétrico poderá vir a pagar uma contribuição pela utilização das estradas, à semelhança do que já acontece indiretamente com os veículos a combustão através dos impostos sobre os combustíveis.

A possibilidade é defendida pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), que considera necessário alterar o atual modelo de financiamento da rede rodoviária. Com o aumento do número de veículos elétricos, o Estado perde progressivamente receita proveniente do ISP e da componente destinada ao financiamento das estradas.

Uma das soluções em análise passa por criar uma contribuição associada aos quilómetros percorridos, fazendo com que o pagamento esteja relacionado com a utilização efetiva da rede rodoviária.

Não é um novo imposto, para já

A proposta da AMT não significa que os proprietários de carros elétricos vão começar agora a pagar um novo imposto. Trata-se de uma proposta integrada num estudo sobre o futuro financiamento das estradas.

Segundo o cenário apresentado, algumas alterações poderão começar a ser implementadas a partir de 2028, sendo prevista uma aplicação gradual de novos modelos de cobrança.

A questão ganha importância à medida que aumenta a presença dos veículos elétricos nas estradas portuguesas. A AMT estima que estes possam representar entre 20% e 30% dos veículos em circulação em 2030, o que terá impacto nas receitas atualmente obtidas através dos combustíveis.

O objetivo será encontrar uma nova forma de financiar a manutenção e conservação das estradas, sem depender exclusivamente dos impostos sobre a gasolina e o gasóleo.

Para já, os proprietários de veículos elétricos não têm qualquer novo pagamento para fazer na sequência desta proposta. Qualquer alteração terá ainda de ser definida e aprovada pelas entidades competentes.

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