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Cascais tem os imóveis para renovar mais caros do país: 5.727 euros por metro quadrado

Oeiras surge em terceiro lugar, com 4.773 euros por m², numa análise do Imovirtual que revela diferenças de preços muito acentuadas entre o litoral e o interior. Na Pampilhosa da Serra, o valor médio é de apenas 222 euros por m².

Comprar uma casa para recuperar em Cascais custa, em média, 5.727 euros por metro quadrado, o valor mais elevado entre os concelhos portugueses analisados pelo Imovirtual. Oeiras também integra o grupo dos mercados mais caros, ocupando a terceira posição, com 4.773 euros por m², apenas atrás de Lisboa, onde o valor chega aos 5.143 euros.

Os dados fazem parte de uma análise aos apartamentos e moradias anunciados para venda na plataforma que necessitam de obras. No extremo oposto está a Pampilhosa da Serra, onde o preço médio anunciado é de 222 euros por m². A diferença entre os dois concelhos ultrapassa os 5.500 euros por metro quadrado, sendo o valor de Cascais cerca de 26 vezes superior.

Cascais lidera os preços dos imóveis para recuperar

Depois de Cascais, Lisboa e Oeiras, surgem Lagos, com 3.902 euros por m², e Amadora e Grândola, ambos com 3.836 euros.

O Funchal apresenta um preço médio de 3.802 euros por m², seguindo-se Odivelas, com 3.784 euros, e Albufeira, com 3.671 euros. Os valores mais elevados concentram-se sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa, no Algarve e no Funchal.

A análise mostra também diferenças significativas entre o preço total e a dimensão dos imóveis. Em Cascais, o preço médio anunciado atinge os 700 mil euros, para uma área mediana de 131 metros quadrados. Em Lisboa, o valor médio é de 449 mil euros, com uma área mediana de 84 metros quadrados.

Na Amadora e em Grândola, apesar de o preço por metro quadrado ser igual, as características dos imóveis são diferentes. Na Amadora, o preço médio é de 268 mil euros, para uma área mediana de 70 metros quadrados. Em Grândola, sobe para 540 mil euros, com uma área mediana de 108 metros quadrados.

Interior tem os valores mais baixos

Entre os concelhos com imóveis para renovar mais baratos destacam-se, além da Pampilhosa da Serra, Mogadouro e Sátão, ambos com 250 euros por m².

Seguem-se Penedono, com 302 euros, Carregal do Sal, com 306 euros, Campo Maior, com 308 euros, Oleiros, com 309 euros, Miranda do Corvo, com 318 euros, e Gouveia, com 328 euros por metro quadrado.

Os dados mostram que os preços mais baixos não correspondem necessariamente a habitações de pequenas dimensões. Na Pampilhosa da Serra, por exemplo, a área mediana dos imóveis anunciados para renovar é de 151 metros quadrados. Em Carregal do Sal chega aos 149 metros quadrados e em Penedono aos 145.

Comprar para renovar pode compensar, mas há custos a considerar

A análise do Imovirtual revela ainda que a diferença de preço entre imóveis para renovar e habitações prontas a habitar varia bastante consoante o concelho.

Em Grândola, os imóveis que necessitam de obras apresentam preços por metro quadrado 52% inferiores aos das habitações prontas a habitar. No Porto, a diferença é de 38%. Em Lisboa, desce para 25,6% e, em Cascais, para 17,3%.

Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, considera que a compra de um imóvel para recuperar pode representar uma oportunidade, sobretudo em alguns concelhos do interior. No entanto, alerta que, nos mercados mais caros, mesmo as habitações que precisam de obras continuam a apresentar valores elevados.

A responsável salienta ainda que o preço de aquisição é apenas uma parte do investimento, sendo necessário contabilizar os custos de recuperação para avaliar o valor total do projeto.

A análise considera apartamentos e moradias anunciados para venda no Imovirtual e classificados como imóveis para renovar. Para a comparação dos preços por metro quadrado, foram incluídos apenas concelhos com pelo menos dez anúncios no período analisado.

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