Quinta-feira, Março 12, 2026
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Cascais tenta terminar com a crise habitacional

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Como todos nós sabemos, a crise imobiliária é um dos maiores problemas pelos quais atravessa o país, e o nosso concelho não foge à regra.

Ultimamente têm aparecido programas que têm como base as rendas acessíveis, mas tudo ainda é muito lento e a procura tem sido amplamente superior à oferta.

Para reduzir o impacto negativo deste problema, a autarquia anunciou recentemente que vai construir 3600 fogos até 2028, e colocá-los nos programas de rendas acessíveis.

Para já foram entregues 37 casas, mas mais 105 serão atribuídas até ao final do ano, em todas as zonas do concelho, com tipologias diferentes e a famílias com diversos perfis socioeconómicos.

Para além de famílias com fracos rendimentos, o programa também abrange jovens, que apesar de terem um emprego e salário estáveis, não conseguem suportar os custos elevados no aluguer de uma casa, e não são elegíveis na maior parte dos programas de rendas acessíveis.

Estes programas têm sido financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência e pelas diversas autarquias, que compram vários terrenos “perdidos” do concelho e juntamente com o setor privado conseguem construir habitação e continuar com o programa durante muitos anos. No entanto, como dissemos anteriormente todos os esforços têm sido insuficientes, e ainda existem centenas de famílias em longas listas de espera.

Um dos motivos para a lentidão dos processos prende-se com a análise das candidatura, pois tudo tem de ser rigoroso de modo a atribuir casa a quem realmente necessita dela, pois caso contrário, o processo perde credibilidade e as pessoas passam a abandonar estes programas e arranjar habitação por métodos menos claros e legais.

Em suma, há que dotar de maior celeridades estes projetos que mostram que é possível minimizar um problema, que se pode tornar um “flagelo social” em todas as regiões do nosso país!