Festival Estoril Lisboa celebra 51 anos com programa de 14 concertos

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A 51.ª edição do Festival Estoril Lisboa, de 28 de junho a 26 de julho, celebra 50 anos sob o signo do Património, com um programa de 14 concertos.
Le Poème Harmonique, de Vincent Dumestre, Ludovice Ensemble, de Miguel Jaloto, Ensemble Darcos, Ars Lusitana, Grupo Vocal Olisipo, Vocal Ensemble, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, os organistas João Vaz e Albrecht Koch fazem parte da programação, assim como a estreia de novas obras dos compositores Pedro Lima e Vasco Negreiros.
Fundado em 1975 pelo guitarrista Piñero Nagy, no contexto dos Cursos Internacionais de Música, o festival abre este ano com a inauguração da exposição “50 Anos de Memórias do Festival Estoril Lisboa – 1975-2025”, no Picadeiro Real do Museu dos Coches, em Lisboa.
O programa de concertos circula entre a capital e Cascais, mantém os ‘pequenos’ recitais nas freguesias e as parcerias com o Festival ao Largo, do Teatro Nacional de S. Carlos, e o Prémio Jovens Músicos, da RTP-Antena2, ao acolher o vencedor da edição do ano passado.
O concerto inaugural, pelo Grupo Vocal Olisipo, também se realiza no Picadeiro Real do Museu dos Coches. Conta com a estreia de uma nova obra de Pedro Lima a culminar um programa que remonta a Martim Codax, rei Dinis, Pedro de Escobar e Vicente Lusitano. José Diogo Martins será solista em sintetizadores.
A 03 de julho, o Ensemble Darcos e o Coro Ricercare, dirigidos por Nuno Côrte-Real, levam “A Insustentável Leveza do Cante” ao S. Luiz Teatro Municipal.
Nos dois dias seguintes, a ‘paragem’ será no vizinho Festival ao Largo, primeiro com o Coro Masculino do Teatro Nacional de São Carlos, em obras de Lopes-Graça e Bohuslav Martinu, depois com o Coro Feminino, nos “Madrigais Camoneanos”, de Luís de Freitas Branco, sempre sob a direção do maestro titular, Giampaolo Vessella.
No dia 9, a Academia das Ciências de Lisboa acolhe a Winconsin Youth Symphony Orchestra, dirigida por Kile Knox, para interpretar John Williams, George Gershwin e Vincent Youmans.
No dia 11, a Igreja de São Domingos será palco da Orquestra Metropolitana de Lisboa, com o Coro Participativo. Sob direção do maestro titular, Pedro Neves, serão interpretadas obras de Mozart, Arvo Pärt e Vivaldi, com a soprano Ana Quintans, a meio-soprano Catia Moreso e a cravista Flávia Almeida Castro.
O Ludovice Ensemble levará obras de Nicolas Lebègue, Marc-Antoine Charpentier, Jean-Baptiste Lully e Paolo Lorenzani, compostas para mosteiros femininos no tempo de Luís XIV, à Igreja de São Vicente de Fora, no dia 12, com Sofia Diniz, em viola da gamba, João Vaz, em órgão, Miguel Jalôto, em órgão positivo e direção, e as cantoras Eduarda Melo, Raquel Mendes, Orlanda Velez Isidro, Mariana Moldão e Teresa Duarte.
No dia 13, no Centro Cultural de Cascais, atua o Quarteto Tágide, vencedor do nível superior de música de câmara do Prémio Jovens Músicos de 2024, em obras de Maurice Ravel, Anton Webern e Dmitri Schostakovitch.
O festival regressa a Lisboa no dia 15, para a atuação do Vocal Ensemble, no Panteão Nacional. O programa evoca “o tempo de D. Dinis”, nos 700 anos do nascimento do sexto rei português, e inclui e estreia de uma nova obra de Vasco Negreiros, que dirige o concerto.
No dia 19, o Picadeiro Real recebe Le Poème Harmonique, de Vincent Dumestre, com obras de Lully, Francesco Cavalli, Marin Marias, Étienne Moulinié e Michel-Richard Delalande, na estreia em Portugal do programa “Le Coup de Majesté”, com obras da corte do jovem Luís XIV, um dia antes da atuação do ensemble no festival Cistermúsica, em Alcobaça.
O Claustro do Mosteiro dos Jerónimos será palco, no dia 21, do concerto “O Dulce Suspiro Mio”, pelo Ars Lusitana, sob direção de Maria Bayley, com as vozes de Teresa Duarte, Tiago Simas e Nuno Raimundo, mais André Ferreira, em cravo, num programa que conjuga diferentes épocas, incluindo obras de Frei Filipe da Madre de Deus.
O concerto de encerramento realiza-se na Sé Patriarcal, com o organista Albrecht Koch e um programa “em torno de Johann Sebastian Bach” e do seu tempo.
O Festival nas Freguesias vai à Biblioteca de Alcântara, em 02 de julho, com o Quarteto Quartina, e ao Panteão Nacional, no dia 16, com o Quinteto Fauves.
Todos os concertos são de entrada livre, sujeita a lotação, exceto no Teatro São Luiz.
Criado em 1975 como Festival de Música da Costa do Sol, com apoio do compositor Fernando Lopes-Graça, do musicólogo João de Freitas Branco e da pianista Helena de Sá e Costa, o festival ficaria conhecido nos anos 1980 como Festival Internacional de Música da Costa do Estoril, quando passou a ser organizado pela Associação Internacional de Música da Costa do Estoril.
A designação atual, Festival Estoril Lisboa, remonta a 2013, com a adesão da Câmara Municipal de Lisboa à estrutura.