Cerca de 1/4 das mulheres portuguesas (23%) adiaram, cancelaram ou ponderam alterar uma consulta de rastreio do cancro do colo do útero, revela um estudo europeu.
Estes constrangimentos surgiram na maior parte dos casos (53%) devido a questões laborais, ou seja, inflexibilidade da entidade patronal em facilitar o acesso das mulheres a este importante exame clínico.
Mas também há casos em que as mulheres sentem medo do exame (24%), esquecem-se (17%), ou estão muito ocupadas com a sua vida pessoal, social e familiar.
Existe ainda o estigma, apesar de ser referido apenas por 9% das portuguesas inquiridas, percentagem ainda assim maior do que em Espanha (7%), Países Baixos e Itália (ambos nos 2%).
Os parceiros (maridos ou namorados) das mulheres portuguesas referem que acompanhavam as suas companheiras ás consultas medicas (33%), enquanto 31% referem que dariam apoio prático
O estudo Cervical Câncer Europe Study 2025 foi realizado pela Roche Diagnósticos, com o apoio da empresa GWI, a 6 países europeus, incluindo Portugal.
Para além do nosso país, foram inquiridas ainda mulheres da Bélgica, Itália, Países Baixos, Polônia e Espanha, num total de 5518, entre os 16 e os 64 anos de idade.
Devido aos números alarmantes, a mesma Roche lançou a iniciativa “Cancro do colo do útero: juntos somos capazes”, que tem como grande objetivo aumentar a consciencialização para a importância deste tipo de rastreio.
Em declarações ao departamento de comunicação da Roche, Roel Meeusen (Diretor-geral da Roche Diagnósticos Portugal), refere que “eliminar o cancro do colo do útero é possível, mas apenas através de uma ação coletiva; estamos empenhados em contribuir para este objetivo e a nossa iniciativa é um passo para isso mesmo, procurando sensibilizar para a importância de reduzir as barreiras ao aceso, normalizar as conversas sobre saúde e rastreio do cancro do colo do útero e permitir que mais pessoas elegíveis participam nos seus exames de rotina”.
Recorde-se que o cancro do colo do útero afeta cerca de 600 mil mulheres no Mundo, mas poderia ser evitado se houvesse um plano de vacinação, deteção precoce e tratamento âs lesões pré-cancerígenas.







