Sábado, Março 7, 2026
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Quando a memória falha

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A memória é o armazém do cérebro onde retemos e recuperamos informações ao longo da vida.
Divide-se em memória de curto prazo, que guarda informações recentes, como o que acabámos de ouvir, e de longo prazo, que armazena lembranças mais antigas, incluindo durante a infância.
A perda de memória é, até certo ponto, um processo natural. Começa lentamente, com pequenas falhas, que não interferem com a vida diária – onde deixámos as chaves, que almoçámos ontem.
Contudo, quando começa a afetar o quotidiano pode ser sinal de doença – perder-se na rua, não recordar o nome de pessoas com quem convive, alterações de humor, personalidade ou comportamento, repetir várias vezes a mesma história ou pergunta numa conversa…
Existem causas tratáveis (défices de vitaminas, depressão/ansiedade, algumas infeções, traumatismos cranianos, certos medicamentos, alterações hormonais, sono não reparador, consumo excessivo de substâncias) e não tratáveis – demência.
Não existe atualmente medicação capaz de prevenir a perda de memória, mas sabe-se que manter o cérebro ativo é vital. Algumas sugestões incluem manter rotinas diárias, promover a interação social (por exemplo, em centros de dia), evitar substâncias tóxicas, controlar doenças crónicas, uma alimentação equilibrada, fazer atividades ao ar livre, tomar notas de compromissos importantes, ler e praticar jogos tradicionais (cartas, dominó, xadrez, palavras cruzadas)…
Se se identifica ou conhece alguém com estas dificuldades, procure ajuda médica.
• Joana Isabel Chinita
Interna de Formação Específica
Medicina Geral e Familiar.