Há cerca de 30 a 40 anos, as motorizadas eram um dos principais meios de transporte em Cascais, sobretudo entre os mais novos e trabalhadores locais. Circular sem capacete era comum, não por ser proibido usá-lo, mas porque a obrigatoriedade ainda não estava generalizada e a fiscalização era menos rigorosa.
Numa vila onde “toda a gente se conhecia”, a relação entre moradores e autoridades era mais próxima. Pequenas infrações acabavam, muitas vezes, resolvidas com um aviso verbal. Com o tempo, esta realidade deu origem a histórias e mitos urbanos, como a ideia de que os capacetes não eram usados para facilitar a identificação dos condutores — algo que nunca teve base legal.
Hoje, essas imagens fazem parte da memória coletiva de Cascais, lembrando uma época mais informal, mas também menos segura nas estradas.







