João Artur da Silva, nasceu a 5 de outubro de 1928 no Monte Estoril, em Cascais. É um dos artistas mais notáveis do surrealismo português.
Cresceu numa família ligada às artes e desde cedo demonstrou talento para a pintura e escultura. Em 1940, integrou o grupo “Os Surrealistas”, aproximando-se de figuras como Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas, participando em exposições que marcaram a história da vanguarda em Portugal.
Em 1958, mudou-se para o Reino Unido, onde desenvolveu novas técnicas e materiais em pintura e escultura, ao mesmo tempo que explorava o design têxtil.
Durante décadas, expôs em galerias de Londres e noutras cidades europeias, consolidando uma carreira internacional. As suas obras combinam formas geométricas e figuras humanas, refletindo uma constante reinvenção artística e um olhar inovador sobre a forma e o espaço.
Após o regresso a Portugal em 1978 e uma posterior mudança para o Canadá, João Artur continuou a produzir e a expor, alcançando reconhecimento em eventos internacionais como a Art Vancouver Fair. Obras como “O Prisioneiro”, presente na coleção da Fundação Calouste Gulbenkian, atestam a importância do seu legado.
Hoje, é lembrado como um dos últimos fundadores vivos do surrealismo português, cuja carreira atravessou gerações e fronteiras, mantendo sempre uma linguagem própria e inovadora.







