Sexta-feira, Julho 3, 2026
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Prevenção do afogamento infantil: GNR e APSI lançam nova campanha

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O panorama nacional e a urgência de prevenção

Apesar da redução expressiva de mortes e internamentos por afogamento nas últimas duas décadas em Portugal, os dados recentes exigem um estado de alerta redobrado por parte das famílias e das instituições. Segundo o balanço divulgado pela APSI, entre 2020 e 2024, 63 crianças e jovens perderam a vida por afogamento no país e 57 necessitaram de internamento hospitalar. Adicionalmente, o número médio de mortes anuais no triénio de 2020 a 2022 fixou-se em 15, o que representa mais do dobro da média registada no triénio anterior.

Os dados preliminares de 2025 já indicam 33 casos de afogamento relatados na imprensa, resultando em 12 óbitos. A análise detalhada revela que a faixa etária dos 0 aos 4 anos é a que regista maior volume total de ocorrências, maioritariamente em piscinas de uso particular. Já os jovens entre os 15 e os 19 anos concentram o maior número de mortes (28 óbitos no último quinquénio), com particular incidência em meios aquáticos naturais como rios, lagoas e praias não vigiadas.

Recomendações de segurança e serviço público

Com o objetivo de salvaguardar a qualidade de vida e a segurança das nossas comunidades, a GNR e a APSI reforçam que o afogamento é rápido, silencioso e pode acontecer em muito poucos centímetros de água. A adoção de medidas preventivas simples e eficazes constitui a principal ferramenta para evitar novas tragédias.

As autoridades recomendam a supervisão ativa e constante de adultos, a instalação de barreiras físicas e vedações eficazes em piscinas domésticas e a preferência por zonas de banho vigiadas por profissionais qualificados. O policiamento de proximidade e as ações de sensibilização continuarão no terreno para garantir que a segurança em torno da água seja uma prioridade de todos.