A Casa Sommer recebeu uma visita guiada encenada à exposição dedicada às 5 corporações de bombeiros do concelho de Cascais, numa iniciativa que aliou património, memória e teatro. A experiência contou com a participação de atores do Teatro Experimental de Cascais (TEC), que conduziram os visitantes por um percurso onde a história das 5 corporações ganhou vida através da interpretação.
Ao longo da visita, o público teve oportunidade de conhecer documentos, fotografias, equipamentos e outros testemunhos que retratam o percurso e a importância dos bombeiros no concelho, numa abordagem que procurou aproximar a comunidade do legado destas corporações de bombeiros do concelho (AHBV de Cascais, AHBV de Alcabideche, AHB do Estoril, AHB da Parede, AHBV de Carcavelos e São Domingos de Rana).
Para o diretor artístico do Teatro Experimental de Cascais (TEC), Fernando Alvarez, esta iniciativa representa uma parceria que "muito nos honra", destacando o trabalho desenvolvido pelo Dr. João Miguel Henriques e a sua equipa na valorização da história local. "As exposições têm sempre uma mensagem muito interessante para toda a comunidade de Cascais", afirmou, sublinhando que o TEC procura ir além da apresentação de espetáculos, assumindo também uma missão de intervenção cultural e comunitária.
Fernando Alvarez destacou ainda que esta encenação assumiu um significado especial por prestar homenagem aos bombeiros do concelho, "os bombeiros têm uma importância enorme na vida de todas as comunidades. Muitas vezes só nos lembramos deles quando precisamos, e esta é uma forma de honrar o trabalho árduo que desenvolvem, é uma homenagem que quer a Câmara Municipal de Cascais e o Dr. João Miguel Henriques e o Arquivo Histórico Municipal e o Teatro Experimental de Cascais”, referiu.
Com texto da autoria de Renato Pino, antigo aluno da Escola Profissional de Teatro de Cascais, atualmente ator e encenador. A interpretação esteve a cargo de três ex-alunos da escola, Madalena Romão, Bárbara Chacôto e Hugo Nabais, cuja formação, segundo Fernando Alvarez, lhes permitiu enfrentar um formato exigente, marcado pela proximidade com o público e pelo rigor histórico, "é um trabalho que exige domínio da informação e uma relação muito próxima com os visitantes, mas são atores com as ferramentas necessárias para este desafio", concluiu.
A iniciativa evidenciou a importância da colaboração entre cultura e património, proporcionando uma forma diferente de conhecer a história das corporações de bombeiros de Cascais e de reconhecer o papel que desempenham diariamente ao
serviço da comunidade.
A exposição estará patente na Casa Sommer até 11 de outubro. Pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 17h00, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.







