Quatro em cada dez encarregados de educação defendem que as escolas devem informar os alunos sobre Inteligência Artificial. A maioria considera também positiva a utilização destas ferramentas no processo de aprendizagem.
A Inteligência Artificial está a ganhar espaço no contexto educativo e as famílias portuguesas entendem que as escolas devem assumir um papel ativo na preparação dos alunos para esta nova realidade.
Os dados são do mais recente estudo “Regresso às Aulas”, do Observador Cetelem, segundo o qual 40% dos encarregados de educação defendem que os estabelecimentos de ensino devem promover informação sobre Inteligência Artificial. Outros 37% consideram existir uma forte necessidade de formação nesta área.
Maioria vê a IA como ferramenta de aprendizagem
A perceção das famílias portuguesas sobre a utilização da Inteligência Artificial na educação é, em geral, positiva.
De acordo com o estudo, 60% dos encarregados de educação consideram que a IA deve ser encarada como um complemento pedagógico essencial, enquanto 45% acreditam que estas ferramentas têm um impacto positivo no desempenho escolar.
Os resultados apontam, assim, para uma crescente abertura à utilização da tecnologia como apoio ao estudo, embora acompanhada pela necessidade de preparar alunos e professores para uma utilização adequada e responsável.
Famílias aprovam proibição dos smartphones
A posição dos encarregados de educação é, contudo, bastante diferente quando estão em causa tecnologias associadas à distração no espaço escolar.
Um ano depois da implementação da proibição de smartphones nas escolas, 74% dos encarregados de educação avaliam positivamente a medida.
Os resultados mostram, por isso, uma aparente distinção na forma como as famílias encaram a tecnologia no contexto educativo: enquanto a Inteligência Artificial é vista maioritariamente como uma ferramenta com potencial pedagógico, o uso de smartphones durante o período escolar continua associado a preocupações relacionadas com a distração e a concentração dos alunos.
O estudo “Regresso às Aulas” do Observador Cetelem analisa, entre outros temas, as expectativas das famílias portuguesas perante o novo ano letivo e a crescente presença da tecnologia no ensino.