Terça-feira, Outubro 27, 2026
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Portugal precisa de um Plano Nacional de Reabilitação para sobreviventes de AVC

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A Portugal AVC alerta que o país continua sem uma estratégia nacional implementada para garantir o acesso equitativo a cuidados de reabilitação e defende uma resposta coordenada em todo o território. O Dia Mundial do AVC assinala-se a 29 de outubro.

Portugal regista anualmente entre 25 mil e 30 mil episódios de acidente vascular cerebral (AVC), segundo os dados citados pela Portugal AVC. Perante o impacto desta doença, a associação apela à criação e implementação urgente de um Plano Nacional de Reabilitação dos Sobreviventes de AVC, que assegure cuidados atempados, coordenados e de qualidade a todas as pessoas afetadas.

A iniciativa surge no âmbito do Dia Mundial do AVC, assinalado a 29 de outubro, e pretende chamar a atenção para a necessidade de garantir continuidade de cuidados após a fase hospitalar. Apesar de a importância desta resposta já ter sido reconhecida por unanimidade no Parlamento, a Portugal AVC considera que continua a faltar uma estratégia nacional efetivamente implementada.

Reabilitação é essencial para recuperar autonomia

A recuperação após um AVC pode exigir acompanhamento prolongado e abranger diferentes áreas, desde a mobilidade e o equilíbrio até à comunicação e às capacidades cognitivas. A reabilitação pode também ajudar a prevenir complicações, recuperar a autonomia nas tarefas diárias e facilitar o regresso à vida familiar e social.

Para António Conceição, presidente da Portugal AVC, o processo não deve limitar-se à recuperação das capacidades físicas ou cognitivas.

«A reabilitação é fundamental para a recuperação e qualidade de vida do sobrevivente de AVC», afirma, defendendo que esta resposta deve também contribuir para combater a depressão, a ansiedade e o isolamento social, promovendo a reintegração familiar e comunitária.

A associação considera que a reabilitação deve ser encarada como um investimento na qualidade de vida e na participação social, e não apenas como um custo. Uma resposta organizada poderá ainda ajudar a reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados, garantindo que as necessidades de cada sobrevivente são devidamente acompanhadas.

Reconhecer os sinais e ligar 112

O Dia Mundial do AVC serve igualmente para reforçar a importância de reconhecer os sintomas e agir sem demora. Em Portugal, os principais sinais de alerta são frequentemente associados aos 3 Fs:

  • Face: desvio da face ou da boca;
  • Força: perda súbita de força num braço ou numa perna;
  • Fala: dificuldade em falar.

Perante o aparecimento súbito de um destes sinais, deve ligar-se imediatamente para o 112. A ativação da Via Verde do AVC permite encaminhar o doente para a resposta hospitalar adequada, favorecendo o acesso atempado aos tratamentos indicados.

Portugal AVC lança 4.ª edição do Prémio de Jornalismo

Para manter a realidade dos sobreviventes de AVC na agenda pública, a associação promove também a 4.ª edição do Prémio de Jornalismo, destinado a incentivar e reconhecer trabalhos jornalísticos de qualidade na área da saúde, com particular atenção à experiência de quem sofreu um AVC.

Os jornalistas interessados podem consultar o regulamento e apresentar as suas candidaturas até 15 de dezembro de 2027.