O Grupo Desportivo de Deficientes de Alcoitão mantém o basquetebol em cadeira de rodas como modalidade ativa, mas pretende voltar a desenvolver o atletismo e o goalball e avançar para o surf adaptado. O clube está aberto a atletas com e sem deficiência motora e não cobra qualquer valor pela participação.
O Grupo Desportivo de Deficientes de Alcoitão (GDDA) procura reforçar a prática do desporto adaptado na região de Cascais, com especial atenção à captação de crianças e jovens para o basquetebol em cadeira de rodas.
Apesar de ter desenvolvido, ao longo da sua história, várias modalidades, como o atletismo e o goalball, o clube manteve o basquetebol em cadeira de rodas (BCR) como atividade regular, devido a dificuldades financeiras e logísticas.
A intenção passa agora por alargar novamente a oferta desportiva, recuperando modalidades anteriores e explorando novas possibilidades, entre as quais o surf adaptado.
O GDDA esclarece que é uma instituição autónoma em relação ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e que não realiza acompanhamento clínico. Ainda assim, considera que a prática desportiva proporciona aos jovens um importante desenvolvimento físico e mental.
«Não há idades limite»
O clube está disponível para receber novos atletas e desenvolve ações de divulgação em escolas e outras instituições, procurando sensibilizar os mais novos para a prática desportiva.
No basquetebol em cadeira de rodas não existe um limite de idade. Segundo o GDDA, há atletas que começaram a praticar a modalidade aos seis anos e outros que continuam a jogar aos 70 ou 80 anos.
Outra das particularidades é que a participação não está reservada a pessoas com deficiência motora. O clube explica que, embora essa condição tenha sido anteriormente um requisito, atualmente também recebe atletas sem deficiência. Na vertente competitiva, contudo, existem regras específicas que determinam a participação destes jogadores nas equipas.
Treinos gratuitos em Alvide
Os treinos realizam-se às terças, quintas e sextas-feiras, no pavilhão da Escola Secundária de Alvide, em Cascais.
O GDDA não cobra qualquer valor aos participantes. Enquanto instituição de solidariedade sem fins lucrativos, depende do apoio de parceiros e patrocinadores e assegura o material desportivo necessário, incluindo cadeiras adaptadas, equipamentos e formação.
Os interessados podem também solicitar uma experiência. Habitualmente, os treinos experimentais são organizados no início da época, entre setembro e julho, ou no final da temporada. No entanto, o clube admite receber interessados noutras alturas, mediante disponibilidade e calendário competitivo da equipa.
Recuperar o atletismo e o goalball
Além do basquetebol em cadeira de rodas, o GDDA já desenvolveu modalidades como o atletismo e o goalball. Estas atividades acabaram por ser interrompidas devido a limitações financeiras e logísticas.
A direção pretende agora recuperar essas disciplinas e estudar a possibilidade de introduzir o surf adaptado, alargando as oportunidades de participação desportiva para pessoas com deficiência.
A captação de novos atletas e o apoio de parceiros são, assim, fundamentais para concretizar os objetivos do clube e reforçar a oferta de desporto adaptado no concelho de Cascais.







