O escritor António Lobo Antunes morreu, esta 5ª Feira, aos 83 anos de idade.
O autor do livro “Os cus de Judas” e considerado um dos maiores escritores da literatura portuguesa foi durante anos apontado como vencedor de um Nobel da Literatura.
As suas obras tinham uma linguagem intensa, recordavam as “desventuras” da Guerra Colonial e exploravam profundamente a condição humana
Nascido em Lisboa no ano de 12942, formou-se em medicina e, devido a essa condição, foi destacado para Angola como médico militar durante a Guerra Colonial.
A escrita nasceu em 1979, com o romance “Memória de Elefante” e no mesmo ano publica o aclamado “Cus de Judas”; nos anos seguintes escreve “Conhecimento do Inferno”, “Manual dos Inquisidores”, “Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo” e “Eu Hei-de Amar uma Pedra”, que foram traduzidos em várias línguas.
Com cerca de 30 obras publicadas, Lobo Antunes foi sempre candidato ao Nobel da Literatura, mas este nunca chegou.
Nos últimos anos “ameaçou” deixar de escrever, mas nunca deixou de o fazer; na altura disse ao Expresso: “A imaginação não existe; o que existe é a memória; a maneira como arranjamos os materiais da memória”.
Lobo Antunes preferia escrever à mão e depois passava o texto à limpo para folhas A4, mas nunca fazia planos: “As imagens vêm ter comigo não sei bem como nem de onde”.
Em 2023, o Expresso colocou-o entre as 50 maiores figuras da Portugal, numa iniciativa que serviu para festejar os 50 anos da publicação da Impresa.







