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História do Dramático e Sportivo de Cascais

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O Dramático e Sportivo de Cascais nasceu em 1915 sob o lema “Arte, Sport e Bem”.
A 13 de Março, num baile no Teatro Gil Vicente (em Cascais), um grupo de rapazes idealizou uma peça de revista sobre os usos e costumes da Vila, a qual chamaram Sapatadas.

Com textos de Álvaro de Menezes Leal e João Pereira de Freitas, a peça viu a “luz do dia” a 9 de Maio, perante uma plateia cheia de entusiastas espetadores.

O espetáculo correu bem e para festejar, os rapazes foram até ao Restaurante Flor da Ponte (atualmente o restaurante chama-se John Bull) cear, acabando por criar um grupo Dramático, por proposta de José Florindo de Oliveira Júnior.
No entanto, tudo só ficou definido em novo encontro a 13 de Maio, no mesmo restaurante e com os mesmos intervenientes.
O clube foi fundado com o nome de Grupo Dramático Álvaro Leal, para homenagear o seu fundador, que repartiu os louros com mais 24 amigos, incluindo João Pereira de Freitas e João Florindo de Oliveira Dias.

Mas, os jovens também eram apaixonados por Desporto, que começava a dar os primeiros passos naquela altura, e resolveram acrescentar ao nome a palavra Sportivo e adotar o lema “Arte, Sport, Bem”.

A Arte estava representada nas peças teatrais apresentadas pelos jovens, que espalharam sucesso com as peças “Tasca”, “D. César de Bazan”, “Alfinetadas”, “Só D´Óculos”, e muitas outras. Na mesma vertente, havia ainda um grupo coral, ensaiado pelo Padre Caetano Baptista.

O Sport começou em 1915 através da secção de Futebol, mas depois passou a ser bastante eclético, com a introdução das secções de Polo Aquático, Ténis de Mesa, Ciclismo, Andebol, Andebol de 11, Basquetebol, Pesca Desportiva, Hóquei em Patins, Ginástica, Badminton, Judo, Karaté. Hóquei em Campo, Corrida de Patins, entre outros.
O Bem praticou-se com a organização de festas, bailes, arraiais, peças teatrais, provas desportivas, etc, todas elas viradas para as pessoas mais pobres do concelho.

No entanto, o mais importante Bem foi praticado en 1918 durante a Peste Pneumônica; a sede foi transformada em refugio de órfãos e durante meses albergou, alimentou, vestiu e deu cuidados médicos a cerca de 50 crianças.

O GDS Cascais possuiu ainda 2 praças de touros oferecidas por Alfredo Paulo de Carvalho, e onde se realizaram várias corridas oferecidas pelas coletividades locais, como a Associação Humanitária Recreativa Cascalense (hoje Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais, Sociedade Musical de Cascais, Clube Almeida Garret, Santa Casa da Misericórdia de Cascais, entre outros.

O clube já passou por 8 sedes diferentes: Largo Luís de Camóes, Rua Afonso Sanches, Casino Bala, Casino da Praia, Rua Regimento, Rua das Flores, Pavilhão dos Desportos de Cascais e Pavilhão Guilherme Pinto Basto.
O campo de Futebol da Avenida da República foi emprestado por Guilherme Salgado, mas antes de se tornar campo de jogos teve de ser desbravado pelos militares aquartelados na Cidadela.

Em 1938, o campo de jogos ficou salvaguardado devido a um acordo entre o Grupo Sportivo Cascais e o proprietário Guilherme de Sousa Ottero Salgado, onde ficou determinado que o clube pagaria 10 escudos por mês pelo “aluguer”.

Nos anos 50, a Câmara Municipal comprou o terreno situado no atual Bairro do Rosário.
Em 2005, o Dramático de Cascais muda de instalações para o Pavilhão Guilherme Pinto Basto, na Guia, enquanto o Futebol e o Rugby deixam o “velhinho” campo Guilherme Salgado e instalam-se no Estádio da Guia, equipado com relva sintética de última geração classificada pela FIFA como uma das melhores do Mundo.

MODALIDADES; Futebol, Futsal, Ginástica Acrobática, Hóquei em Patins, Rugby e Voleibol