Segunda-feira, Outubro 26, 2026
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Mulher fica em prisão preventiva por violência doméstica em São Domingos de Rana

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Suspeita, de 41 anos, é acusada de três crimes de violência doméstica e um de ofensa à integridade física qualificada. Entre as vítimas estarão os pais, ambos com problemas de saúde, e os dois filhos menores.

Uma mulher de 41 anos ficou em prisão preventiva após ser detida pela PSP, a 22 de outubro, em São Domingos de Rana, no concelho de Cascais, por suspeita da prática de três crimes de violência doméstica e de um crime de ofensa à integridade física qualificada.

A detenção foi efetuada pela Esquadra de Investigação Criminal de Cascais, da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, na sequência de um mandado emitido pela autoridade judiciária, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público.

Agressões e ameaças no seio familiar

Segundo a PSP, a mulher residia com os pais, de 67 e 63 anos, ambos com a saúde debilitada, e com os dois filhos menores, de 17 e 3 anos.

De acordo com a investigação, a suspeita exigiria dinheiro diariamente aos progenitores para financiar o consumo de bebidas alcoólicas e estupefacientes. As autoridades descrevem um quadro de alegadas agressões físicas e psicológicas, insultos e ameaças de morte dirigidas aos familiares, que viveriam num ambiente de medo constante.

Entre os comportamentos relatados estão agressões com murros, pontapés e empurrões, bem como a utilização de objetos domésticos, incluindo frigideiras e paus de vassoura. A PSP refere ainda que a mulher terá atirado pela janela peças de roupa do filho mais novo, de três anos.

Pai ferido com uma faca

Um dos episódios mais graves terá ocorrido em abril deste ano, quando a suspeita, alegadamente, atingiu o pai com uma faca de cozinha, provocando-lhe um corte profundo no antebraço.

Mais recentemente, a 21 de outubro, a mulher terá agredido o filho de três anos com um pedaço de madeira retirado do estrado de uma cama. Segundo a PSP, quando o avô interveio para proteger a criança, foi também agredido com murros na cabeça.

Perante a gravidade dos factos indiciados e o risco de continuação da alegada atividade criminosa, foi emitido um mandado de detenção fora de flagrante delito.

A mulher foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo o tribunal determinado a prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa.