O cabaz de 63 produtos essenciais monitorizado pela DECO PROteste custa 253,55 euros, menos 44 cêntimos do que na semana anterior. Face ao início de 2022, o mesmo conjunto de produtos está 65,85 euros mais caro.
O preço do cabaz alimentar essencial registou uma ligeira descida na última semana, fixando-se nos 253,55 euros, segundo a análise semanal da DECO PROteste, divulgada a 28 de outubro. O valor representa uma redução de 44 cêntimos face à semana anterior, mas mantém-se acima dos preços registados no início do ano e em períodos homólogos.
Desde janeiro de 2026, o custo dos 63 produtos monitorizados aumentou 11,72 euros, uma subida de 4,85%. Em comparação com o mesmo período de 2025, o cabaz está 9,87 euros mais caro, o equivalente a um aumento de 4,05%.
A diferença é ainda mais expressiva face ao início de 2022. Há cerca de quatro anos, era possível comprar os mesmos produtos por menos 65,85 euros, uma diferença de 35,08%.
Cereais de fibra, couve-flor e arroz entre as maiores subidas
Entre 21 e 28 de outubro, os cereais de fibra registaram a maior subida percentual, com um aumento de 10%, passando a custar 4,75 euros.
A couve-flor ficou 8% mais cara, atingindo os 2,52 euros, enquanto o arroz agulha subiu 7%, para 1,55 euros.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, destacam-se outras subidas. O bacalhau graúdo está 36% mais caro, custando atualmente 21,82 euros por quilograma. O tomate chucha aumentou 33%, para 2,90 euros por quilograma, e a couve-coração subiu 24%, fixando-se nos 1,78 euros por quilograma.
Carne de novilho, bacalhau e ovos com os maiores aumentos desde 2022
Desde que a DECO PROteste iniciou esta monitorização, a 5 de janeiro de 2022, alguns produtos registaram aumentos particularmente significativos.
A carne de novilho para cozer lidera a lista, com uma subida de 114%, custando atualmente 12,47 euros por quilograma. Segue-se o bacalhau graúdo, cujo preço aumentou 106%, para 21,82 euros por quilograma. Os ovos registaram uma subida de 82%, atingindo os 2,08 euros.
Apesar da descida semanal, os dados mostram que o custo do cabaz alimentar continua significativamente acima dos valores registados nos anos anteriores.
Os consumidores podem ainda comparar preços e simular compras em supermercados online através da ferramenta disponibilizada pela DECO PROteste: https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/supermercado/simule-e-poupe/supermercados-online-qual-vende-mais-barato.







