Sexta-feira, Junho 12, 2026
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José d’Encarnação: O grande historiador que Cascais abraçou e homenageou no TEC

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O Teatro Experimental de Cascais (TEC) encheu-se para uma noite muito especial. A comunidade celebrou a abertura da exposição “Dom Pedro e Dona Inês”. Ao mesmo tempo, o público prestou uma grande homenagem ao professor José d’Encarnação. Este evento serviu para agradecer todo o seu trabalho a favor da cultura local. De facto, o nome deste historiador está gravado na memória de Cascais.

Uma vida inteira ligada a Cascais

José d’Encarnação nasceu no Algarve, na vila de São Brás de Alportel. No entanto, ele mudou-se para Cascais ainda muito jovem. Foi nesta vila que ele fez os seus estudos primários e o liceu. Mais tarde, o jovem estudou História na Faculdade de Letras de Lisboa.

A sua ligação ao ensino em Cascais começou cedo. Por exemplo, ele deu aulas na Escola Salesiana do Estoril entre 1968 e 1976. Ali, ele ensinou disciplinas como Português e História. Além disso, ele ajudou a fundar a cooperativa Álamo em 1974. Esta escola em Cascais servia para dar aulas a adultos.

 

O resgate do passado romano da vila

O professor dedicou grande parte da sua vida à arqueologia. Por isso, ele liderou várias escavações importantes no concelho de Cascais. Ele trabalhou com Guilherme Cardoso na famosa villa romana de Freiria entre 1985 e 2002. Juntos, os dois investigadores também descobriram ruínas no Alto do Cidreira e nos Miroiços de Manique.

O arqueólogo também trabalhou diretamente com a Câmara Municipal de Cascais. Ele foi o orientador científico do Gabinete de Arqueologia do município. Assim, o seu esforço ajudou a salvar muitos tesouros antigos escondidos debaixo da terra.

A voz e a escrita nos jornais da terra

Além da arqueologia, o professor sempre gostou muito de jornalismo. Ele começou a escrever para o jornal “A Nossa Terra” em 1964. Pouco depois, ele entrou para a equipa do histórico “Jornal da Costa do Sol”. Neste jornal, ele trabalhou como redator e chefe de redação durante várias décadas.

A sua voz também se tornou muito conhecida na rádio local. O historiador apresentou um programa chamado “A falar é que a gente se entende”. Este programa passou no Rádio Clube de Cascais e na Cascais Rádio durante 15 anos. Graças a este trabalho, ele recebeu a sua carteira profissional de jornalista no ano de 2000.

Por outro lado, ele escreveu para muitas outras publicações da região. Entre elas destacam-se o “Jornal de Cascais” e o “Jornal da Região – Cascais”.

 

Livros e prémios que mostram o amor a Cascais

O professor escreveu uma lista enorme de livros ao longo da carreira. No total, ele publicou mais de 1300 títulos. Muitos destes livros falam diretamente sobre a região de Cascais. Podemos destacar as obras “História e Geografia de Cascais” e “Roteiro Epigráfico Romano de Cascais”. Recentemente, em 2026, ele lançou o livro “A Presença Romana em Cascais” com o seu colega Guilherme Cardoso.

O seu trabalho cívico também merece grande destaque. O professor liderou a Associação Cultural de Cascais durante 15 anos. Ele também foi tutor do Bairro da Pampilheira para ajudar os moradores.

Por causa deste amor à terra, Cascais deu-lhe as maiores honras. A Câmara Municipal entregou-lhe a Medalha de Mérito Municipal em 1994. Anos mais tarde, a Junta de Freguesia de São Domingos de Rana deu-lhe um Medalhão de Mérito Cultural. Em suma, a grande festa no TEC prova que Cascais não esquece quem tanto fez pela sua história.