As obras de reparação de lancis, pavimentação e sinalização rodoviária na Praça Fernando Lopes Graça e no Largo do Chafariz, em Tires, iniciadas a 17 de julho de 2025, continuam a marcar o quotidiano de moradores e comerciantes da zona. A intervenção, promovida pela Câmara Municipal de Cascais, tinha uma duração prevista de 93 dias, mas os trabalhos prolongaram-se para além do calendário inicialmente anunciado, mantendo condicionamentos de trânsito, circulação pedonal e transportes públicos.
Embora a autarquia tenha assegurado desde o início o acesso a habitações, comércio e veículos de emergência, o arrastar da obra tem gerado cansaço e preocupação na população local, que sente os impactos no dia a dia, sobretudo ao nível da mobilidade, do estacionamento e do ruído.
Segundo os avisos oficiais, a obra inclui a reparação de lancis degradados, repavimentação em betuminoso e renovação da sinalização horizontal e vertical, sendo considerada uma intervenção de melhoria do espaço público. Fomos até Tires e falámos com residentes.
Como têm sido estas obras no dia a dia?
– No início pensei que fosse algo rápido. Disseram-nos que seriam cerca de três meses, mas entretanto o tempo foi passando e as obras continuam. Para quem vive aqui, isso significa mais barulho, menos estacionamento e dificuldade em circular, sobretudo para as pessoas de mais idade.
Acha que a informação à população tem sido suficiente?
– Nem sempre. Há dias que acordamos com novas vedações ou mudanças no trânsito sem grande explicação, mas na minha opinião o maior problema não é a obra em si, mas o facto de durar muito mais do que o previsto, sem uma previsão de fim.
Maria Fernandes
Que efeitos tiveram estas obras no seu negócio?
– No verão ainda se aguentou, mas quando a obra se prolongou para o outono começou a notar-se mais. Menos carros, menos pessoas a parar e algumas dificuldades para os fornecedores. Se fossem só os três meses anunciados, seria mais fácil conseguir gerir.
Acredita que a obra trará benefícios no futuro?
-Sim, acredito que a pavimentação e a sinalização vão melhorar a zona, apesar de não saber muito bem como é que isto vai ficar.
João Silva







